segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Suplementos Vitamínicos: Sempre vilões?


Uma dieta variada, normalmente, é suficiente para suprir as necessidades diárias de vitaminas e minerais do organismo, porque esses micronutrientes são encontrados em pequenas quantidades em alimentos naturais. Muitos são vitais para o funcionamento do corpo e precisam ser ingeridos em doses altas, como cálcio, potássio e ferro. Outros, como zinco, selênio e cobre, são exigidos em porções menores. O problema é que muita gente acredita que um reforço vitamínico 'não faz mal a ninguém'. Não é bem assim... Essas pílulas só devem ser tomadas a partir de uma indicação médica e em quantidades adequadas. Doses exageradas podem causar danos sérios, como sangramentos e distúrbios neurológicos.
Da vitamina A ao zinco, nacionais e importados, suplementos com vitaminas e minerais fazem parte do cotidiano de milhões de pessoas em todo o planeta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos um terço da população global toma esses complexos diariamente. Só nos Estados Unidos existem 29 mil marcas à venda. Lá, como no Brasil, porém, pouco se sabe sobre o funcionamento ou a necessidade desses micronutrientes. "Chamam-se assim exatamente porque são essenciais em quantidades muito pequenas", explica Carlos Werustky, médico nutrólogo e professor de pós-graduação em Nutrologia da Universidade de São Paulo (USP).
Importantes descobertas sobre as propriedades dessas substâncias acontecem a todo momento. E isso acaba reforçando a idéia de que as 'doses extras' são imprescindíveis à vida.

VEJA SE VOCÊ ESTÁ NA LISTA
 Os médicos costumam recomendar suplementos em alguns casos:
Mulheres que planejam engravidar, gestantes, pessoas que tomam uma ou duas doses diárias de bebida alcoólica e ainda quem não ingere quantidade suficiente de frutas e vegetais.
Idosos, por causa da dificuldade orgânica de absorver vitamina B12 e da tendência à deficiência em vitamina D.
Vegetarianos, pela carência de vitamina B12 em suas dietas e pelo risco de apresentarem deficiência de riboflavina, cálcio, ferro e dos aminoácidos essenciais lisina e metionina no organismo.
Quem segue dietas com cardápios abaixo das 1.200 calorias por dia ou que são nutricionalmente desequilibrados.
Pacientes que se recuperam de cirurgias ou de doenças graves, por terem seus regimes normais prejudicados durante essa fase.
Crianças com hábitos alimentares ruins e as que fazem dieta para emagrecer.
Atletas, quando a carga de exercícios excede o que se ingere em alimentos.


Estudos comprovam os benefícios
Uma das últimas novidades é sobre o folato, ou ácido fólico, a vitamina B9. Foi provado que ele ajuda a prevenir a ocorrência de defeitos no tubo neural dos embriões (estrutura responsável pela formação da medula espinhal e do cérebro do bebê). Outro teste recente descobriu que, combinado com vitamina B12 e uma forma de B6, também diminui o risco de novo bloqueio das coronárias após angioplastia (procedimento que desobstrui os vasos do coração sem cirurgia).
Segundo os médicos Walter Willet e Meir J. Stampfer, pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, há mesmo evidências de que ingerir ácido fólico, vitaminas B6, B12 e D pode beneficiar as pessoas. Eles comandaram um estudo avaliando os prós e contras do uso de suplementos vitamínicos para prevenir doenças, publicado no jornal inglês New England Journal of Medicine, e encontraram mais benefícios que problemas. Os especialistas, no entanto, fazem questão de frisar: tomar vitaminas não substitui uma dieta saudável. Isso porque a comida contém outros nutrientes essenciais, como fibras e ácidos graxos. E os suplementos não compensam ou eliminam os riscos associados ao tabagismo, à obesidade e ao sedentarismo.

Este texto foi retirado do site http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/10/artigo5198-1.asp

domingo, 3 de outubro de 2010

O que são as vitaminas?


As vitaminas são compostos orgânicos, fornecidos pelos alimentos que realizam certas funções e asseguram a saúde normal do organismo.
O termo vitamina foi criado por Casimir Funk, em 1912 – é a união da palavra vita (vida) + amina. Esse nome foi dado, porque esse químico polonês descobriu  na casca do arroz algo que prevenia o beriberi e que era capaz de corrigir a doença experimentalmente em animais e seres humanos. Essa substância era uma amina e, portanto motivou o nome
A necessidade diária de vitaminas é de apenas alguns microgramas à alguns miligramas. As vitaminas têm funções catalíticas (aceleram reações químicas) e são diferentes das substâncias nutritivas, que servem como reserva ou constitui o organismo. Elas permitem o anabolismo e o catabolismo dos principais elementos nutritivos, controlando, assim, o metabolismo.
As vitaminas têm suas funções muito específicas no metabolismo. Sua carência ou excesso pode acarretar em diversas doenças. A falta de vitaminas no organismo é denominada hipovitaminose. Seu excesso é chamado de hipervitaminose.
Existem dois tipos de vitaminas: as lipossolúveis e as hidrossolúveis
As lipossolúveis ( A , D, E e K ) necessitam do auxílio de gorduras para serem absorvidas. As vitaminas A e D são armazenadas principalmente no fígado, a vitamina E nos tecidos gordurosos e nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K.
As hidrossolúveis (B, PP, C e P) necessitam de água e são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório para os tecidos em que serão utilizadas. Como o organismo não tem capacidade para armazenar, o excesso desse tipo de vitaminas é secretado, principalmente na urina. Deste modo, as vitaminas hidrossolúveis necessitam de reposição diária.
              Nosso blog tem o intuito de mostrar para as pessoas os problemas da avitaminose e da hipervitaminose de cada vitamina, mostrando o que pode causar , onde encontrá-las para não haver carência e em que quantidade ingerir cada uma diariamente, para não sofrermos os problemas da hipervitaminose.

Vitamina A

A vitamina A

A vitamina A, também conhecida como retinol, é uma vitamina lipossolúvel. Ela tem papel fundamental na visão, pois regula a função da retina, protege a mucosa e a pele, é um elemento de defesa contra microorganismo, ajuda na funcionalidade dos órgãos reprodutores, protege a área respiratória, tem grande importância na gravidez e lactação, entre muitas outras.
Ø  A falta dessa vitamina pode provocar: cegueira noturna; ressecamento da esclera (parte branca) e córnea dos olhos, podendo levar à cegueira; inflamação da pele (dermatite); endurecimento das membranas mucosas, dos tratos respiratório, gastrointestinal e geniturinário, além do risco de infecções e morte.
Ø  Mas nem consumir em excesso faz bem. O consumo exagerado dessa vitamina pode provocar: dor de cabeça; ressecamento da pele com fissuras; queda de cabelo; aumento do baço e fígado; aumento dos ossos e dor nas juntas.
Onde encontrá-la: em alimentos de origem animal (leite, ovos, fígado). Os vegetais folhosos verde-escuros, vegetais e frutas amarelo-alaranjados que possuem carotenoides que são convertidos em vitamina A pelo organismo.
Quantidade: a necessidade varia entre 400 e 1300 µg /dia, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa

Vitaminas B

As vitaminas B
As vitaminas do complexo B são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. Também podem ser úteis nos casos de depressão e ansiedade. Ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal.
Facilita a digestão e absorção dos carboidratos, das proteínas e da gordura. No estômago, as vitaminas B estimularão a liberação e controlarão a ação do suco gástrico, ajudando na absorção e digestão dos nutrientes e, dessa forma, aumentarão a eficácia de sua dieta.  Se você é um esportista ou praticante de atividades físicas que deseja obter o máximo de benefícios da sua dieta, a suplementação com complexo B é indicada.


Vitamina B1:
  A falta pode causar: beribéri, vômitos, insônia, palidez,
taquicardia, dilatação cardíaca, dispnéia, polineuropatia, doença de Wernicke.
 Seu excesso pode interferir no metabolismo de outras vitaminas do complexo B.
Onde encontrá-las: cereais, raízes, leite, carnes, verduras, levedo de cerveja. Em vários alimentos de origem vegetal e animal
Quantidade: entre 0,2 e 1,4  mg /dia, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa
Vitamina B3:
  A deficiência dessa vitamina pode gerar: pelagra (dermatose, diarréia, inflamações na língua, disfunção intestinal e cerebral)
  A alta quantidade dessa vitamina no organismo pode ser prejudicial a pessoas com asma ou doença de úlcera pélvica.
Onde encontrá-las: principalmente carnes magras, carnes de aves domésticas, peixes, levedo de cerveja e amendoins 
Quantidade: entre 2 e 18  mg /dia, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa.
Vitamina B12:
  Sua carência pode ocasionar na anemia megaloblástica, ou perniciosa, glossite e hipospermia, distúrbios gastrointestinais.
  Seu excesso no organismo não tem nenhum efeito tóxico conhecido.
Onde encontrá-la: As fontes mais ricas dela são fígado e rim, depois vem o leite e derivados, ovos, peixe e carnes de músculo.
Quantidade: entre 0,4 e 2,8 µg /dia, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa
Há muitas outras vitaminas do complexo B, porém não iremos comentá-las por questão de praticidade. Se quiser conhecer as vitaminas B2, B5, B7, B9, clique aqui.

Vitamina C

A vitamina C
Na medida certa, a vitamina C atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino. Sua principal defesa é a contra o escoburto, que era muito comum até a descoberta da vitamina C, por isso, ela é conhecida com a vitamina antiescorbútica.
Ø   A deficiência dessa vitamina causa : escorbuto (sangramento e inflamação da gengiva, dores musculares, sensibilidade geral ao toque); taquicardia; anemia por deficiência de vitamina C.
Ø  A avitaminose da vitamina C causa: diarréia; pedras nos rins (em pessoas suscetíveis); alterações no ciclo menstrual.
Onde encontrá-la: em verduras, tomate, cebola, pimentão, nas frutas cítricas, laranja, limão, abacaxi, goiaba kiwi, acerola, morango, brócolis, melão, manga, entre outras.
Quantidade: entre 15 e 120 mg /dia, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa

Vitamina D

A vitamina D
A vitamina D é uma nome dado para os diversos compostos que podem prevenir e curar o raquitistmo. É importante no processo de absorção de cálcio e fósforo do intestino, mineralização, crescimento e reparo dos ossos.
  A baixa quantidade dessa vitamina faz com que o nível de cálcio e fósforo no sangue decresça, causando problemas nos ossos – raquitismo nas crianças e osteomalácia (mineralização deficiente dos ossos) nos adultos.
  Já o excesso dessa vitamina pode causar toxicidade, resultando em nível alto de cálcio no sangue. Pode ocorrer depósito de cálcio pelo organismo, principalmente no rim.
Onde encontrá-la: óleo de fígado de peixe, como o lambari, bacalhau, arenque e atum, fígado (é onde essa vitamina é estocada), gema de ovos, na manteiga, nata
Quantidade: entre 5 e 15 µg /dia, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa

Vitamina E

A vitamina E
A vitamina E, o tocoferol, é um anti-oxidante que protege as células do organismo contra danos de compostos químicos reativos conhecidos como radicais livres.
Ø  A falta da vitamina E, no organismo, pode causar: ruptura das células vermelhas do sangue; danos nas fibras nervosas; em bebês prematuros, pode causar retinopatia; dificuldades visuais e alterações neurológicas
Ø  A grande quantidade dessa vitamina pode ocasionar o aumento da necessidade da vitamina K
Onde encontrá-la: como só são sintetizadas por plantas, são encontradas, principalmente, no germe de trigo, óleo de trigo, óleo de soja, arroz, algodão, milho, girassol, gema de ovo, vegetais folhosos, legumes, nozes, azeite.
Quantidade: a necessidade diária varia entre 4 e 19 µg, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa.

Vitamina H

A vitamina H
A vitamina H, também conhecida como biotina, pertence à família do complexo B. Ela está envolvida na gliconeogênese (criação de uma nova glicose), na síntese e oxidação de ácidos graxos, na degradação de alguns aminoácidos e na síntese de purinas, bases nitrogenadas. Além disso, parece fazer parte do crescimento de várias bactérias, plantas, protozoários e animais como o homem.
Ø  Por enquanto, não foi achado nenhum efeito tóxico na vitamina H, portanto, teoricamente, seu excesso não causa nenhum mal.





Ø  A deficiência de vitamina H causa: dermatite seca, palidez, náuseas, alopecia, vômitos em adultos e dermatite seborréica, alopecia em bebês abaixo de 6 meses.
Onde encontrá-la: principalmente na noz, amêndoa, castanha, lêvedo de cerveja, leite, gema de ovo, arroz integral, rim fígado e feijões de soja.
Quantidade: a necessidade diária varia entre 5 e 35 µg, dependendo do sexo, da idade e da condição de saúde da pessoa.
 
Vitaminas: De A a K - Free Blogger Templates, Free Wordpress Themes - by Templates para novo blogger HD TV Watch Shows Online. Unblock through myspace proxy unblock, Songs by Christian Guitar Chords